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Pumas são capazes de viver em ambientes modificados desde que suficientes presas, cobertura, e água estejam disponíveis.

 

Principais presas do puma

Tatus, catetos, capivaras
e veados


Tatu-galinha
Dasypus novemcinctus


Cateto
Pecari tajacu


Capivara
Hidrochoerus hidrochaeris


Veado-virá
Mazama gouazoubira


O PUMA

Foto de um puma adulto tomada durante uma das pesquisas de campo do Projeto Puma no Brasil

NOME LATIM: Puma concolor

NOMES COMUNS: Puma é um nome Quechua de origem peruana, significando poderoso, e suçuarana é um nome de origem indígena do Brasil, significando 'como um veado'

Brasil: leão-baio, onça-parda, puma, suçuarana

América do norte: catamount, cougar, mountain lion, panther, puma

DISTRIBUIÇÃO: Americas, from southern Chile to northern Canada

DESCRIÇÃO: Grande predador da família Felidae, pesando de 30 a 60 kg, comprimento do corpo de 1,10 m e cauda de 60 cm, variando de acordo com a localização geográfica. Machos são maiores que as fêmeas.

ECOLOGIA E CONSERVAÇÃO: O puma é tanto uma espécie guarda-chuva quanto uma espécie-chave. Uma espécie guarda-chuva ocupa uma grande área de vida, os quais abrigam uma maior diversidade de organismos do que áreas pequenas. Uma espécie-chave é considerada um componente forte da cadeia alimentar e sua remoção pode afetar a diversidade e abundância de vários organismos.

O puma no entanto foi extinto de quase toda o leste da América do Norte e é perseguido por atacar rebanhos domésticos em toda sua distribuição. No Brasil, apesar de protegido pela legislação, não existem mecanismos compensatórios para perdas de animais domésticos, e como resultado pumas são abatidos clandestinamente por pecuaristas. Grandes áreas são necessárias para manter uma tamanho de população mínima viável, uma das razões pelas quais a espécie é naturalmente rara em toda sua distribuição. O endocruzamento é uma ameaça ao puma em certas áreas em razão da fragmentação do hábitat.

O caso mais notório de endocruzamento ocorreu na Flórida, onde uma população relitual mostrou sinais de anomalias físicas.

As populações de puma tem estabilizado ou aumentado em algumas áreas da América do Norte, mas aparentam estar em declínio em partes da América do Sul em razão de assentamento em áreas de fronteira rural.

 

Um filme produzido pela Plural Films em uma de nossas áreas de estudo e com a participação do Projeto Puma

ATAQUE A REBANHOS

Cabras e ovelhas são vulneráveis ao ataque de pumas, especialmente se deixados soltos durante a noite

Pumas são abatidos por atacarem rebanhos domésticos. Foto tirada pelo Projeto Puma em Santa Catarina

Acima, video (2MB) mostrando um rebanho de 18 ovelhas abatidas em uma única noite em setembro de 2006. Filmagem do Projeto Puma

De acordo com nossas investigações, pumas matam várias ovelhas soltas em uma única noite, e podem reduzir uma manada de várias dezenas de ovelhas em algumas semanas. Quando as ovelhas são trazidas próximas à habitações, ocorrem apenas ataques ocasionais. Puma evitarão a proximidade de habitações humanas em áreas em que são perseguidos.

Alimentar-se de rebanhos abatidos próximo à habitações pode ser estressante para o puma. Em seu hábitat natural, um puma irá arrastar uma presa abatida para um local abrigado da floresta ante de alimentar-se. Em currais cercados, por vezes o puma não é capaz de retirar a carcassa. Sob stress, um puma foi registrado vomitando nesta situação.

Em setembro de 2006, na área de estudo das serras do sul do Brasil, em um curral cercado com 17 arames distantes apenas 15 cm um do outro, mais dosi arames eletrificados foram incapazes de manter um puma de matar um rebalho de ovelhas. Dezoito ovelhas foram abatidas durante um único ataque, quando em média o puma mataria de dois a três por ataque - a cerca teve o oposto do efeito esperado. O Projeto Puma parcialmente compensou as perdas para encorajar o pecuarista a continuar com as tentativas mitigadoras. As lições aprendidas com esta experiência ajudaram a melhorar a cerca e evitar perdas futuras.

Nós estamos continuamente a procura de recursos para iniciativas de redução de ataques a rebanhos domésticos, e consequente redução de perseguição ao puma e à onça-pintada.

TAXONOMIA

 

Deriva genética - por exemplo, acidentes causam o desaparecimento de organismos que possuem genes únicos que estão ausentes de outros indivíduos da mesma população, desta forma geneticamente empobrecendo o grupo remanescente.

Seleção natural - seleção de organismos com características que são próprias para tomar vantagem do ambiente circudante. Na discussão acima, um grande influxo de migrantes de ambientes distintos pode desestabilizar a seleção.

Allendorf F.W. 1983. Isolation, gene flow, and genetic differeneciation among populations, pages 51-65 in C.M. Schonewald-Cox., S.M. Chamber, B. MacBryde, W.L. Thomas (eds.) Genetics and conservation.The Benjamin/Cumming publishing Company, Inc.

 

Taxonomia é o estudo da classificação da diversidade dos organismos viventes. Era muito popular até recentemente, quando a ecologia e conservação atraiu a atenção de grande parte dos pesquisadores.

A perda crescente de diversidade em razão da modificação dos ambientes fez esta ciência renascer. Hoje a grande maioria dos organismos é ainda descrita com base em sua morfologia, em algumas ocasiões complementadas com base em análises genéticas.

Nossas investigações mostraram que diferenças significantes foram encontradas entre o tamanho dos crânios de populações do sul e sudeste do Brasil. Isto é surpreendente porque elas estão a apenas 500 km de distância.

Geralmente diferenças entre populações crescem como resultado do isolamento, isto é, quando a troca de material genéticos é menor do que um nível mínimo, produzido por um migrante por geração. Este nível de migração é suficiente para evitar a perda de diversidade em razão da deriva genática, e ao mesmo tempo não afetando a frequência dos genes em populações sob seleção natural (Allendorf 1983).

Se as populações isoladas são pequenas, o resultado são anomalias do endocruzamento e perda de diversiade genética que podem comprometer a sobrevivência futural.

Corredores de vida silvestre para dispersão da fauna são a ferramenta para reverter esta situação, permitindo que populações distantes cruzem.

Diferenças no tamanho do crânio de pumas de acordo com a localização geográfica


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